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Como e quando pesquisar defeitos no bebê que vai nascer?.

25 de outubro de 2013

 Entre 2% e 5% dos nascidos vivos apresentam alguma malformação congênita identificada na hora do nascimento – desde as mais discretas, até aquelas que podem efetivamente comprometer sua sobrevida. Apesar do avanço da genética e da precisão de testes mais sofisticados no diagnóstico de malformação congênita, há dois entraves importantes para as nossas gestantes: primeiramente, eles são muito caros para a maioria da população brasileira; depois, não estão disponíveis com facilidade. Sendo assim, quando e como as gestantes podem saber que o bebê que vai nascer tem ou não algum defeito?

Dados do IBGE revelam que quatro em cada dez crianças vêm ao mundo sem que a gestante tenha passado por todas as consultas e exames do pré-natal. De acordo com o doutor Victor Bunduki, especialista em medicina fetal e ultrassonografia do CDB Premium, em São Paulo, o ultrassom é o exame padrão durante toda a gravidez – sendo que quatro exames seriam o mínimo necessário durante uma gestação normal. “O primeiro exame é muito útil para confirmar a gestação, identificar o local da implantação e determinar a idade gestacional. O segundo, também chamado de morfologia do primeiro trimestre, mede a ‘translucência nucal’. O terceiro exame morfológico confirma a idade gestacional, avalia o crescimento e, principalmente, a morfologia fetal. Já o quarto tem o objetivo de avaliar o crescimento, a quantidade de líquido e a placenta – além de revisar a morfologia. Isso tudo pode ser realizado também no segundo trimestre, mas existem patologias típicas do terceiro trimestre que podem levar a alterações de líquido e da placenta. Daí a importância de realizar um ultrassom nessa fase da gravidez. Vale ressaltar que quem determina os pedidos de exame é o obstetra da paciente, de acordo com as características da gestação”.

O especialista afirma que, ainda no primeiro trimestre, através do exame que mede a translucência nucal, é possível rastrear alterações genéticas importantes, como a Síndrome de Down. Bebês que têm alterações cromossômicas podem apresentar essa medida aumentada. “O exame não tem finalidade diagnóstica, mas seleciona as pacientes que teriam indicação de estudo do cariótipo, colhido por punção do líquido amniótico, ou ainda a pesquisa de DNA fetal no sangue materno – exame que vem ganhando importância por não ser invasivo para o feto.” Outras malformações estruturais podem ser detectadas pelo ultrassom. A hidrocefalia, que é o acúmulo de fluido cérebro-espinhal nas cavidades ventriculares do cérebro, é uma das mais recorrentes, bem como distúrbios do sistema nervoso central e alguns tipos de malformações cardíacas.

Exames um pouco mais sofisticados, como o ultrassom 3D, 4D e Doppler, também são indicados para checar eventuais problemas – alguns deles, inclusive, podendo ser corrigidos antes do parto. “O ultrassom com Doppler é indicado para avaliar a circulação da mãe para o bebê e para checar o fluxo nos vasos internos do bebê. É importante nos casos de diabetes, hipertensão e retardo de crescimento fetal, por exemplo. Já o ultrassom 3D nos permite enxergar as estruturas fetais em três dimensões, melhorando muito a visão da anatomia de superfície, principalmente do rostinho do bebê. Também é muito útil como complemento do ultrassom convencional em caso de diagnóstico de malformações. No 4D, além das imagens bastante reais, também é possível acompanhar os movimentos do bebê”, afirma Bunduki.

Vale ressaltar que, mesmo que todos os exames ultrassom do pré-natal sejam devidamente realizados e se apresentem normais, ainda existe alguma chance de a criança apresentar malformação ao nascer. “A taxa de detecção do ultrassom gira em torno de 90% na identificação de malformações estruturais. Além disso, há malformações muito discretas, de difícil identificação. Por isso, há casos em que há indicação de um acompanhamento rigoroso, com a realização de exames complementares. Por outro lado, em alguns casos identificamos necessidade de intervenções antes mesmo do nascimento do bebê, especialmente nas cardiopatias e doenças do tórax. Fetos portadores de malformações cardíacas graves devem nascer em um centro de referência provido de UTI neonatal, cardiologistas pediátricos e cirurgiões cardíacos, prontos para atender o recém-nascido cardiopata, dado que desse atendimento depende a sua sobrevida”, diz o especialista em diagnóstico fetal.

Fonte: Portal Saúde.