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Câncer de pulmão: tomografia computadorizada poderia salvar até 12 mil vidas por ano, diz estudo americano.

05 de junho de 2013

O rastreamento com tomografia computadorizada de baixa dosagem em tabagistas pesados reduziu a mortalidade por câncer de pulmão em 20%, em comparação com o raio-X.

O câncer de pulmão tem um aumento mundial de 2% ao ano. No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), só no ano passado mais de 17 mil novos casos da doença foram diagnosticados em homens e mais de 10 mil em mulheres. Os tabagistas têm entre 20 e 30 vezes mais risco de desenvolver esse tipo de câncer em relação aos não fumantes. Estudo recentemente publicado no jornal Câncer demonstrou que o rastreamento com tomografia computadorizada de baixa dosagem em tabagistas pesados reduziu a mortalidade por câncer de pulmão em 20%, em comparação com o raio-X. O estudo também indica que 12 mil mortes pela doença poderiam ser evitadas nesse grupo de maior risco com o uso da tomografia nos Estados Unidos. Um segundo estudo, publicado no New England Journal of Medicine afirma que o número de vidas que podem ser salvas através desse critério diagnóstico é ainda maior, sugerindo que outros grupos de pessoas tenham acesso. De acordo com o médico radiologista de tórax Moacir Moreno Junior, do Centro de Diagnósticos Brasil (CDB), em São Paulo, a tomografia computadorizada (TC) é um exame preciso e bastante eficiente na detecção e acompanhamento pós-tratamento do câncer pulmonar. “O exame possibilita uma visão em fatias milimétricas de todo o pulmão, permitindo detectar e medir as dimensões de uma lesão, sua posição e relação com as demais estruturas ao redor. A TC também pode ser utilizada, quando indicado, como método para guiar biópsias de lesões pulmonares, facilitando o diagnóstico de tumores ainda em estágio inicial, com aumento das chances de cura”. Na opinião do especialista, que costuma analisar imagens diagnósticas de mais de mil pacientes ao ano com suspeita de câncer pulmonar, a tomografia computadorizada de baixa dose é um ótimo método para rastreamento de câncer de pulmão em pessoas de alto risco, principalmente tabagistas. Mas a decisão de se realizar o exame deve ser tomada juntamente com o médico que será responsável por interpretar o resultado e acompanhar o paciente, devido à grande quantidade de lesões benignas que costuma ser detectada, e que acaba levando a situações de estresse e ao risco de procedimentos diagnósticos invasivos desnecessários. “Mesmo quando o exame não identifica nenhum nódulo, isso não isenta o paciente de vir a desenvolver câncer pulmonar caso continue a fazer parte do grupo de alto risco. Por isso, é fundamental o controle periódico e, principalmente, a adoção de hábitos mais saudáveis, como abandonar o cigarro”, diz Moreno. É muito comum o paciente fumante deixar para consultar um médico somente na presença dos primeiros sintomas, quando a doença já está avançada. Trata-se de um erro grave, podendo comprometer as chances de sobrevida do paciente. Tumores de localização pulmonar central podem provocar tosse, sangramento e falta de ar. Os que envolvem o ápice pulmonar podem desencadear dores nos ombros e braços. Há outros, porém, que não dão sinais tão evidentes. De acordo com o médico, esses ou estão localizados em uma região mais periférica do pulmão, ou têm dimensões tão pequenas que ainda não produzem sintomas. É justamente nessa fase inicial que as chances de cura seriam maiores se a lesão tivesse sido detectada. A quantidade de radiação administrada nesses estudos também deve ser levada em conta na decisão da realização rotineira dos exames de tomografia, e deve-se pesar o custo-benefício em cada caso, a depender de fatores de risco como idade e tabagismo pesado.

Fonte: Jornal Primeira Impressao